sábado, 18 de novembro de 2017

Silêncio... grande companheiro

Na noite escura e fria
sem a luz que me alumia
deixo o choro afagar
a melancolia das horas
inertes do fim do dia

Alma quieta e taciturna
procura alento no silêncio
o violão emudeceu
sentindo falta da lua
que se escondeu ofegante
para fugir do flagrante
do final do nosso romance

Silêncio meu grande parceiro
é hoje meu grande companheiro
sussurra em meus ouvidos
partículas de compreensão e discernimento

Em tempos de outrora
a música ecoava das cordas do violão
a lua faceira e sorridente
aparecia e fazia festa 
envolvendo nossos corações
num halo de ternura e amor

Toda essa magia se foi
no fatídico dia que você se foi
meu violão num canto jogado
a lua desesperançada evaporou

Nesta montanha deserta
só o meu parceiro ficou
eu choro... ele me ouve
palavras de alívio
não pronuncia

Quebrou-se o encanto e magia
só me resta a melancolia
das saudosas recordações
de um amor que evadiu-se
deixando no meu coração
uma ranhura de tristeza e dor
(Gracita)